Comissão da Assembleia denuncia descumprimento de projeto executivo na construção do Terminal de Itaparica

 Terminal de Itaparica está interditado há quase um ano. Foto: Bruno Fritz

Deputado estadual Marcelo Santos lembrou que problemas na estrutura do Terminal são desde sua construção e que Colegiado não orientou pela interdição ou demolição

Deputado estadual e presidente da Comissão de Infraestrutura da Assembleia Legislativa do Espírito Santo, Marcelo Santos usou a tribuna para denunciar o real motivo dos problemas estruturais do Terminal de Itaparica: descumprimento do projeto executivo da obra, ainda em 2004. Interditado há cerca um ano, o Terminal de Itaparica continua sem prazo para ser reativado.

"Fizemos fiscalizações nos dez terminais do sistema Transcol em toda a Grande Vitória e o primeiro deles foi o de Itaparica, onde foi verificada falha na execução da obra, onde não se seguiu o que previa o projeto executivo do prédio, com subdimensionamento das peças utilizadas, além da ausência de manutenção preventiva, desde sua construção", comentou o deputado na manhã desta quarta.

Através de um acordo de cooperação técnica entre a Assembleia e o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea/ES) e a Associação Brasileira de Engenheiros Civis (Abenc/ES), inédito no país, a Comissão realizou visita técnica no terminal, ainda em agosto de 2018, identificando que o projeto executivo, ou seja, o conjunto de informações técnicas necessárias e suficientes para a realização do empreendimento não foi seguido pela construtora, o que acabou causando erros estruturais na obra. Além disso, verificou-se a inexistência de manutenção preventiva. "Em momento algum o laudo apresentado pelos engenheiros apontava pela necessidade de interdição ou demolição de parte da estrutura daquele ou de qualquer outro terminal", comentou Marcelo.

Marcelo Santos / Foto: Bruno Fritz

O deputado ainda questionou que a vistoria particular contratada pela Ceturb foi realizada por apenas um engenheiro, através de pregão eletrônico, que veio ao Estado exclusivamente para aquela ocasião, sem conhecer a realidade local. Além disso, não foram realizadas reuniões com outros engenheiros e pessoas de áreas vizinhas antes da determinação que interditou o local.  "Se valendo de um discurso fácil, sem apresentar nenhuma solução rápida ou um prazo de execução das medidas a serem adotadas, sendo um desrespeito aos usuários do Sistema Transcol", diz a Nota Técnica emitida pela Comissão de Infraestrutura no início da tarde de hoje.

“Quantos milhões foram gastos com a reestruturação dessa obra? O pior não é a interdição em si, mas a falta de respeito com o cidadão, que fica sem o terminal, se amontoando em outro já superlotado e sem uma previsão de quando poderá voltar a utilizar o Terminal”, reafirmou Marcelo.

De acordo com a Ceturb, mais de 45 mil pessoas transitavam pelo local diariamente. Aproximadamente 31 linhas de ônibus deslocadas para a rodoviária do município e para os terminais do Ibes e de Vila Velha.

 

Nota Técnica emitida pela Comissão de Infraestrutura

Íntegra do Laudo de Vistoria

 

Assessoria de Imprensa

Data de Publicação: quarta-feira, 03 de julho de 2019

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